GiroCode: um QR code que preenche a transferência
O GiroCode, ou código EPC, guarda o beneficiário, o IBAN, o valor e o identificador. Ao ler, o app do banco abre a transferência já preenchida e só resta confirmar. É o padrão europeu EPC069-12, comum na Alemanha e raro no Brasil.
Criar QR code de transferênciaFormato EPC069-12
RedaçãoRevisado em: 29 de outubro de 2026Diretrizes editoriais
Resposta curta
O formato se chama EPC069-12 e leva cabeçalho obrigatório, versão, codificação, BIC opcional, nome do beneficiário, IBAN, valor com ponto decimal e identificador. Sem o cabeçalho e sem valor válido o banco recusa. No Brasil, para pagamento local existe o Pix, que é outro sistema: este código serve para transferência internacional em euros.
A ideia é simples e boa: quem paga não digita um IBAN de 27 caracteres, com o que isso tem de erro e de atrito. Lê, confere, confirma.
No Brasil esse formato praticamente não circula, e é importante dizer isso com clareza: quem recebe em euros de clientes europeus pode usá-lo, quem cobra em reais no Brasil tem no Pix a ferramenta certa.
Os campos, um por um
O código começa com um cabeçalho fixo que diz ao app que aquilo é um EPC. Depois vêm a versão do formato, a codificação do texto, o BIC (opcional desde que o IBAN europeu basta), o nome do beneficiário, o IBAN, o valor e o identificador.
O valor se escreve com ponto decimal e sem separador de milhar: 24.50, não 24,50 nem 24,50 euros. Se você deixar vazio, o app abre a transferência sem valor para quem paga preencher, que é o que se quer em doação ou mensalidade variável.
- Obrigatório: cabeçalho, versão, codificação, nome, IBAN
- Opcional mas recomendado: valor e identificador
- Opcional: BIC, só se o seu banco ainda exigir
Pix não é a mesma coisa, e quase ninguém explica
O Pix é o sistema de pagamento instantâneo brasileiro, com chave, QR próprio e liquidação em segundos. Um GiroCode é uma ordem de transferência SEPA em euros que a pessoa confirma no app do banco. Os dois se parecem apenas no gesto de escanear.
A consequência prática: um GiroCode não cai na hora e não confirma a operação no momento. Se você cobra no Brasil, use um QR de Pix, que o app do banco já gera e que liquida na hora. Este formato existe aqui para quem recebe da Europa.
Por que o banco recusa
Quase toda recusa vem de quatro coisas. IBAN com espaços ou com formato de país errado. Valor com vírgula decimal. Nome do beneficiário com um caractere que quebra a estrutura, principalmente ponto e vírgula. Ou identificador com mais caracteres do que o permitido.
Antes de imprimir 500 faturas, teste o código com dois ou três apps de banco diferentes. O que um app aceita, outro recusa, e não existe registro de erro para consultar: o usuário vê um aviso e você não fica sabendo.
Onde faz sentido colocar
Em uma fatura em euros, ao lado do IBAN, economiza digitação e reduz devolução. No balcão de um negócio que atende europeus, em um cartaz de mensalidade de clube, em um folheto de doação internacional.
Não faz sentido onde já existe Pix ou cartão: ali o código acrescenta um passo em vez de remover um.
Como conferir antes de imprimir
Gere o código, leia com o seu app, veja se o IBAN aparece completo e correto, e confira o valor. Depois faça uma transferência real de um euro para você mesmo: é o único teste que confirma que a corrente inteira funciona.
E guarde o arquivo. Quando, daqui a dois anos, alguém quiser mudar o identificador, você vai precisar do texto de partida, não de uma foto do cartaz.
Dúvidas sobre o GiroCode
Bancos brasileiros leem um GiroCode?
Em geral não, porque o formato é europeu e o app do banco aqui trabalha com Pix, boleto e transferência nacional. Ele serve para quem paga em euros de um banco europeu.
Posso deixar o valor em branco?
Sim. O app abre a transferência sem valor e quem paga preenche, útil em doação e mensalidade variável.
É a mesma coisa que um QR de Pix?
Não. Pix é pagamento instantâneo em reais; o GiroCode prepara uma transferência SEPA em euros que a pessoa confirma no app.
Preciso do BIC?
Normalmente não. Com IBAN europeu é opcional, mas alguns bancos e corredores ainda pedem.
Quem paga tem custo?
É uma transferência normal, com as tarifas do banco dele, sem acréscimo por causa do código.